0

GLOMERULONEFRITE AGUDA

 SISTEMA URINÁRIO(Voltado para clinica médica)
É uma resposta inflamatória do glomérulo contra alguma substância nociva (antígeno) que invade o organismo humano, e que o sistema imunológico tenta destruir.
Ao fazer isso, o sistema imunológico produz anticorpos que, ao se depararem com o antígeno, se ligam a ele, formando o que chamamos de complexo antígeno-anticorpo. Este complexo antígeno-anticorpo se adere ao glomérulo, obstruindo-o e causando inflamação.
Substâncias tóxicas, como veneno e toxina liberadas pelo Streptococo beta-hemolítico do grupo A, atuam como antígenos, levando a processo inflamatório do rim, portanto, ocasionando a glomerulonefrite aguda.
Assim, uma pessoa pode apresentar glomerulonefrite após faringites e amigdalites, quando não tratadas adequadamente, em decorrência da circulação das toxinas na corrente sanguínea.
Episódios frequentes de glomerulonefrite aguda podem levar à glomerulonefrite crônica.
A principal alteração está no fato de haver uma redução progressiva do tamanho dos rins, uma vez que, a cada episódio de glomerulonefrite aguda, ocorrem mortes de grande número de néfrons.


Sinais e sintomas
Cefaléia;
Mal estar geral;
Edema facial;
Dor no flanco;
Hipertensão arterial;
Diminuição da diurese;
Hematúria;
Colúria (urina com cor de Coca-Cola).

Tratamento
Os objetivos do tratamento são os de proteger os rins insuficientes da pessoa e cuidar imediatamente das complicações.
Ela é orientada a permanecer em repouso no leito, geralmente por período de 2 a 3 semanas, a fazer um mês de repouso relativo e um ano de atividade física controlada.
O tratamento da glomerulonefrite crônica é ambulatorial e baseado nas complicações que eles apresentam, tais como insuficiência cardíaca, renal e hipertensão arterial.

Cuidados de enfermagem
Durante a hospitalização, a equipe de enfermagem, diariamente:
Deverá encaminhar o cliente para pesar e realizará balanços hídricos, de modo a acompanhar a recuperação da função renal pelo aumento ou redução do edema.
Oferecer dieta com restrição de sódio, água e proteínas , de modo a diminuir o edema, a pressão arterial e o risco de uremia.

Em nível ambulatorial, os profissionais de enfermagem devem:
Salientar a importância do acompanhamento e da adesão ao tratamento, bem como orientar quanto ao repouso que deve ser com os membros inferiores elevados para reduzir o edema e sobre a necessidade de pesar-se diariamente.
Instruir o paciente a notificar ao profissional que a está acompanhando sintomas, como fadiga, náuseas, vômitos e diminuição da urina.
Orientar a família a participar do tratamento e acompanhamento, recebendo informações sobre o que está acontecendo, tendo suas perguntas respondidas e sendo respeitada a sua liberdade de expor suas preocupações.
Beijos no coração!

Nenhum comentário:

Postar um comentário